sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Simplesmente f e l i z .

Às vezes acontecem coisas que me deixam muito feliz. Eu paro e olho para as pessoas, pensando: será que elas não se sentem felizes assim como eu?Então penso em querer compartilhar o meu êxtase. Mas percebo que isso não seria possível. Talvez a felicidade deva mesmo ser guardada, como uma coisa individual. Porque as pessoas não entenderiam a felicidade das outras, mexe com cada um de formas diferentes.

Mas então a felicidade passa, e não tenho tempo para questioná-la. Pois a felicidade é assim: não é algo eterno. Ela se vai, simplesmente. Em alguns momentos aparece em nossos caminhos, subitamente, e logo vai embora, deixando saudades dos dias em que o céu era mais azul.

Algumas pessoas passam a vida buscando essa bendita, lutam por isso, deixam de se arriscar, se sacrificam seguindo o caminho de pessoas que pensam tê-la alcançado. Tolices. Felicidade não é algo que se alcança, simplesmente acontece, quando sabemos enxergá-la. Não há caminho para encontrá-la, não há direção ou fórmula.

E os perigos, riscos e erros são necessários. Eles, juntos com a felicidade, movem a vida.


( fundo do baú )

Janelas

- Mas... janelas? Porque janelas ?

- É. janelas...


Janelas

Janelas, que contam suas histórias,

Memórias.

Janelas escorrem pelas ruas tortas

São retas curvas

Que nos convidam a adentrar pela sala vizinha,

E também para ir ver o mar.

Janelas são semi-portas

Sempre semi-abertas

Contando-nos segredos íntimos do lar.

Janelas, janelas, Janelas

Azuis, verdes, amarelas

São o convite de entrada,

São o segredo que ninguém quis contar,

Ou só uma entrada pro ar passar.

dissolução .

Queria saber como diluir-me. Talvez começasse me transformando em pó. Depois, jogaria o pó na água, e agitaria a mistura.

Diluir-me.

Quem sabe assim consigo tirar um pouco do peso de ser eu. Seria mesmo bom se as partículas de mim conseguissem interagir com as da água. Quando quisesse era só decantar a mistura leve para obter novamente minha densidade, simples assim.


( 2010 )

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Homem, saiba disso:
é difícil para mim dizer
que o vento das tardes de verão
está levando embora o que sobrou do nosso amor
como migalhas de pão.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Segue o link de um blog sobre história, documentos, essas coisas... é de um cara muito legal:
meu pai.
http://begname.blogspot.com/

Adriana Calcanhotto com Parangolé

Nesse vídeo a Adriana Calcanhotto mostra como fazer um Parangolé, que é aquele tipo de vestimenta que ela usa na capa do seu álbum Marítimo. Junto desse cd, vem a música Parangolé Pamplona, que também fala sobre isso.

Aprecio a leveza dela nesse vídeo, é como se a Adriana fizesse algo para se elevar, daí se libera e transcende. Eu gosto de fazer essas coisas loucas que me fazem entrar em contato comigo mesma, é fazer uma experiência de existir.

Parangolé Pamplona- Adriana Calcanhotto

O parangolé pamplona você mesmo faz
O parangolé pamplona a gente mesmo faz
Com um retângulo de pano de uma cor só
E é só dançar
E é só deixar a cor tomar conta do ar
Verde
Rosa
Branco no branco no peito nu
Branco no branco no peito nu
O parangolé pamplona
Faça você mesmo
E quando o couro come
É só pegar carona
Laranja
Vermelho
Para o espaço estandarte
"Para o êxtase asa-delta"
Para o delírio porta aberta
Pleno ar
Puro Hélio
Mas
O parangolé pamplona você mesmo faz

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A tinta da minha caneta acabou... e ando passando por uma crise existencialista barata, sem ao menos possuir o direito de tê-la. Em fim, sinto que preciso sair pela casa recolhendo os cacos de mim, para me remontar.