Por toda minha vida fui deixado para trás.
Sempre fui pisoteado,
Nunca amei, nunca fui amado.
No meu caminho não encontrei quem me escutasse
E somente o silêncio foi capaz de me entender.
Andei até as pernas não conseguirem mais,
Vi tanta coisa que meus olhos cegaram.
Nunca disse uma palavra, mas escutei todas e descobri mais algumas.
Passei noites vazias,
E mesmo tendo com quem dormir,
Não vi.
Não vivi como deveria ter vivido.
Pelo meu longo trajeto,
Observei cada ser humano,
Mas não reconheci o humano em mim.
Assim vim me formando um verme:
Desprezível e insignificante.
domingo, 15 de agosto de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Com açúcar, com afeto.
Para você, que mesmo sem querer, passou pela minha vida e revirou tudo. Conheceu meus mais íntimos segredos, me amou e não pediu nada em troca. Tirou de mim o que eu nunca daria a ninguém. Obrigado por ter me ensinado o que é amizade, obrigado por ter me ensinado tudo que você tinha pra ensinar.
Eu lutarei. Serei uma formiga em meio a dragões, mas não te abandonarei. Nem por um segundo.
Você é meu farol, meu talismã, meu sol, meu dia, meu dial. Você é meu astral, meu mapa virtual, meu raio-x emocional. Você é minha foz, metade de nós, meu adubo meu sal, você é minha e só e nunca vai ser só, nem de fulano de tal. Quando caminho no escuro é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro. Vander lee
Vai minha tristeza,e diz a ela que sem ela não pode ser,diz-lhe, numa prece,Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.Chega, de saudade a realidade, É que sem ela não há paz,não há beleza,É só tristeza e a melancolia,Que não sai de mim, não sai de mim, não sai,Mas se ela voltar, se ela voltar,Que coisa linda, que coisa louca.Tom jobim
Eles nos machucaram , quiseram nos separar.
Eu lutarei. Serei uma formiga em meio a dragões, mas não te abandonarei. Nem por um segundo.
Você é meu farol, meu talismã, meu sol, meu dia, meu dial. Você é meu astral, meu mapa virtual, meu raio-x emocional. Você é minha foz, metade de nós, meu adubo meu sal, você é minha e só e nunca vai ser só, nem de fulano de tal. Quando caminho no escuro é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro. Vander lee
Vai minha tristeza,e diz a ela que sem ela não pode ser,diz-lhe, numa prece,Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.Chega, de saudade a realidade, É que sem ela não há paz,não há beleza,É só tristeza e a melancolia,Que não sai de mim, não sai de mim, não sai,Mas se ela voltar, se ela voltar,Que coisa linda, que coisa louca.Tom jobim
Eles nos machucaram , quiseram nos separar.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O verme e a Estrela - Adriana Calcanhoto
Agora sabes que sou verme
Agora sei da tua luz
Se não notei minha epiderme
É.. nunca estrela eu te supus
Mas se cantar pudesse um verme
Eu cantaria a tua luz!
Se eras assim
Por que não deste
Um raio brando ao teu viver?
Não te lembrava
Azul-celeste
O céu talvez, não pode ser
Mas, ora.. enfim, por que não deste
Somente um raio ao teu viver?
Olho e examino minha epiderme
Olho e não vejo a tua luz!
Vamos que sou, talvez, um verme
Estrela nunca eu te supus!
Olho e examino minha epiderme
Ceguei ceguei da tua luz!
Adriana Calcanhoto
Agora sei da tua luz
Se não notei minha epiderme
É.. nunca estrela eu te supus
Mas se cantar pudesse um verme
Eu cantaria a tua luz!
Se eras assim
Por que não deste
Um raio brando ao teu viver?
Não te lembrava
Azul-celeste
O céu talvez, não pode ser
Mas, ora.. enfim, por que não deste
Somente um raio ao teu viver?
Olho e examino minha epiderme
Olho e não vejo a tua luz!
Vamos que sou, talvez, um verme
Estrela nunca eu te supus!
Olho e examino minha epiderme
Ceguei ceguei da tua luz!
Adriana Calcanhoto
domingo, 23 de maio de 2010
Por dentre as montanhas,
Numa terra de árvores frondosas
Águas claras e flores singelas,
Lá longe, nas raízes da poesia
Nasce minha alma e a fantasia.
Por dentre a escuridão,
Numa terra de criaturas pavorosas
Banhada pelas negras águas do silêncio
Aqui perto, nas raízes da solidão,
Nasce meu corpo e meu coração.
Finjo fazer disso tudo uma junção
Mas na verdade sigo a levar meus versos
Para meu pecaminoso caminho de traição:
Sou poeta de mentira.
Numa terra de árvores frondosas
Águas claras e flores singelas,
Lá longe, nas raízes da poesia
Nasce minha alma e a fantasia.
Por dentre a escuridão,
Numa terra de criaturas pavorosas
Banhada pelas negras águas do silêncio
Aqui perto, nas raízes da solidão,
Nasce meu corpo e meu coração.
Finjo fazer disso tudo uma junção
Mas na verdade sigo a levar meus versos
Para meu pecaminoso caminho de traição:
Sou poeta de mentira.
Versos soltos
Não tenho nada.
Não sou nada.
Minha vida é vã.
Talvez eu nem chegue a ser.
E caso seja,
Não vivo minha essência,
Não gozo de minha existência.
Mas o que mais posso querer?
Só quis ter as palavras como companhia,
Escolhi viver para a poesia.
Não sou nada.
Minha vida é vã.
Talvez eu nem chegue a ser.
E caso seja,
Não vivo minha essência,
Não gozo de minha existência.
Mas o que mais posso querer?
Só quis ter as palavras como companhia,
Escolhi viver para a poesia.
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